+55 (21) 2240-9225 +55 (21) 97450-1081 R. México, 148 — Salas 705/708 — Centro, Rio de Janeiro — RJ
Voltar às notícias Deepfakes e Inteligência Artificial: quando a tecnologia desafia a Justiça
24/08/2026

Deepfakes e Inteligência Artificial: quando a tecnologia desafia a Justiça

Como saber se uma imagem, um vídeo ou uma voz são realmente autênticos? Com o avanço da Inteligência Artificial, essa pergunta deixou de fazer parte apenas do universo da tecnologia e passou a representar um importante desafio para a Justiça.

Em publicação recente, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) chama atenção para os riscos do uso indevido de voz e imagem por meio de ferramentas de Inteligência Artificial. Os chamados deepfakes podem reproduzir pessoas de forma extremamente convincente e ser utilizados em golpes, fraudes, difamação e outras práticas que podem gerar consequências jurídicas.

O problema não termina na criação do conteúdo. Compartilhar também exige responsabilidade. O repasse de materiais falsos, especialmente quando contribui para aumentar o dano causado a alguém, pode trazer consequências tanto na esfera cível quanto criminal, conforme as circunstâncias do caso.

E onde entra a perícia?

É justamente nesse ponto que a perícia técnica ganha ainda mais relevância.

Diante de imagens, vídeos e áudios cada vez mais sofisticados, diferenciar o que é verdadeiro daquilo que foi criado ou manipulado artificialmente pode ser uma tarefa complexa. A análise técnica especializada pode contribuir para esclarecer a autenticidade dos elementos apresentados e oferecer ao Judiciário informações importantes para uma decisão mais segura.

Para a APJERJ, esse cenário reforça uma realidade: quanto mais a tecnologia avança, maior é a necessidade de conhecimento técnico especializado para acompanhar essa evolução.

Como destaca o juiz Anderson Paiva Gabriel, do TJRJ, o desafio está em encontrar equilíbrio entre inovação e proteção: “preservar a inovação, que é legítima e desejável, mas sem descuidar da proteção dos direitos fundamentais.”

A Inteligência Artificial veio para transformar nossa sociedade. E, diante dessas transformações, a perícia também assume um papel cada vez mais importante: ajudar a Justiça a separar o real do artificial.

 

 

Fonte da matéria: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro – TJRJ

Compartilhar:
Fale Conosco